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A escritura das terras da Sociedade Imobiliária João Gerdau & Cia situadas no perímetro da Colônia Santo Ângelo (II)

    Disse mais, que do mesmo modo porque possui, transfere ao comprador o domínio e posse dos ditos cinqüenta e um milhões, trezentos e quatro mil metros quadrados, em virtude dos dois ofícios do Excelentíssimo Vice-Presidente da Província, dirigidos ao Diretor Geral da Fazenda Provincial, sendo o primeiro sob número mil duzentos e nove, de três de julho e o segundo sob número mil quatrocentos e sessenta, de dezesseis do corrente mês, determinando a venda das ditas terras sob as seguintes condições:

Primeira:
Não havendo próximo das terras acima transferidas povoado algum, a não ser a (...) Cidade da Cachoeira e existindo já uma estrada de rodagem em dois terços do caminho para a Cidade da Cachoeira, ficando o comprador obrigado a ligar as terras vendidas àquela estrada. Conforme o artigo dez, do ato Provincial número trinta, de quatorze de abril deste ano.  
0116
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Autor: William Werlang
Locução: Janice Hermes
Áudio 0116
Segunda: O comprador obriga-se dentro de três anos, a estabelecer cinqüenta famílias de cinco indivíduos em média, podendo este termo ser menor se menor for o número de famílias ali estabelecidas pelo comprador.
Terceira: Fica o comprador obrigado a não estorvar o desenvolvimento da ex-Colônia Santo Ângelo, devendo, para isto, facilitar o trânsito pelas terras que ora adquire, sempre que o bem público exigir a abertura de novas estradas, ficando desde já estipulado que nenhum direito terá a indenização alguma por terras que forem necessariamente para estradas que se abrirem.
Quarta: O comprador não poderá vender mais de um lote de cem mil braças quadradas a cada pessoa a disposição do artigo quarto, do ato número trinta, de 14 de abril do corrente ano.
Quinta: O comprador não poderá vender o metro quadrado de terras mais de um real cada um, nos termos do artigo quinto do citado ato que observará restritamente em todas às suas partes, cujas disposições, observará conforme determina o ofício citado, número mil duzentos e nove, de três de julho deste ano. Pelo comprador foi dito que era verdade o exposto e que aceitava a presente escritura em todas as suas partes, obrigando-se a cumprir todas as cláusulas e condições que nela lhe são impostas. Assim juntos, me pediram esta em notas, o que fiz sendo-me apresentada a distribuição e conhecimento seguintes.”

    Assim, a empresa estava legalmente autorizada a comercializar diversas áreas, como por exemplo, a Várzea do Agudo, que em 1898 foi vendida ao casal Carlos Raatz.

    “As terras da herança do inventariado houve por compras a João Gerdau e Companhia por escritura pública de 22.6.1898, ao casal Carlos Raatz por escritura pública de 27.8.1904, contendo a área superficial de 9:058.050 m² medida e demarcada conforme a planta do engenheiro Doutor Leonardo Pfeiff.(...) 6º Distrito de Cachoeira, 7 de junho de 1918. O escrivão distrital. Luiz Knack.” (GEHRKE, 1918). 
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