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              As terras da chamada Várzea do Agudo (II)

     Numa carta datada de 10 de outubro de 1888, os sucessores de Antônio Peixoto de Oliveira informam a empresa:

    Illm Senhor João Gerdau. Na qualidade de sucessores do nosso falecido marido, sogro e pai Senhor. Antônio Peixoto de Oliveira, autorizamos a V. Sª, na qualidade de sócio gerente da firma J. Gerdau e Cia, a realizar a permuta de terras sitas na Várzea margem esquerda do Jacuhy pertencentes a sociedade com o Senhor José Gomes Leal e Manoel José Gonçalves Mostardeiro e suas mulheres, segundo as condições preliminares estabelecidas com o nosso sócio Senhor.

    Manoel Py, a quem a sociedade concedem poderes em procuração especial em 30 de agosto deste ao para tratar do assunto e ultimá-lo.  
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Autor: William Werlang
Locução: Janice Hermes
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    Assim autorizamos mais ao mesmo sócio gerente Senhor. João Gerdau de promover as vendas de colônias, receber suas importâncias, observando em todos os seus atos as obrigações contraídas para com a Província na escritura de aquisição de tais terras, lavrada em Porto Alegre a 18 de agosto de 1886, tendo sido adquirente o Senhor. Polycarpo Pereira de Carvalho e Silva, de quem a firma João Gerdau & Cia é sucessora. Assinado: Maria Constança de Barcellos Peixoto, Severo Peixoto de Oliveira Barcellos, Generosa Peixoto, Adelina Peixoto, Maria Luiza Peixoto da Cunha, Liberato Vieira da Cunha”.

    Num outro ofício, o escrivão Luiz Knak de Agudo, solicitou ao Oficial do Registro da Comarca de Cachoeira do Sul o envio da certidão da transcrição da compra feita por Polycarpo Pereira de Carvalho e Silva:

    “Cachoeira, 14 de maio de 1930. Illmo. Senhor. Distinto amigo Luiz Knak. Agudo, saudações cordiais.

    Atendendo ao seu pedido, feito em carta datada de 12 do corrente mês, junto lhe envio a certidão da transcrição da compra feita por Polycarpo Pereira a então Fazenda Provincial, de 51.304.000 m² de terras, situadas no primeiro distrito deste município, na ex-Colônia Santo Ângelo. Na coluna das averbações do livro em que foi feita a referida transcrição, consta a seguinte averbação: Veja-se a transcrição nº 986. A transcrição nº 986 é referente ao mesmo imóvel, que Polycarpo por escritura pública de 21 de agosto de 1886, transmitiu duas terças partes à Antônio Peixoto de Oliveira e João Gerdau, constituído pela referida escritura uma sociedade civil de terras, participando todos os sócios dos lucros totais das vendas que fizerem, ficando o sócio João Gerdau o encarregado das ditas vendas, usando para este fim da firma social João Gerdau & Cia, observando as condições com que foram as ditas terras compradas a então Província. Sem mais, sempre ao seu inteiro dispor, aqui fico esperando suas novas ordens. Do amigo certo. Assinado: Pantaleão D. P. Barros.”
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