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            As terras da chamada Várzea do Agudo

    A medição e demarcação da chamada Várzea do Agudo foi contestada pelo latifundiário de Dona Francisca, José Gomes Leal, que se dizia proprietário da área. Ainda em 1886 solicitou uma averiguação ao vereador von Kahlden que residia em Cachoeira e que era encarregado dos negócios da ex-Colônia Santo Ângelo.

Num ofício datado de 22.12.1886. o Barão von Kahlden afirmava que,

“José Gomes Leal em que pede ser respeitada as áreas de nove milhões cento e noventa e seis mil metros quadrados de terras (...) por haver sido, segundo diz, incluída a mesma na venda ultimamente feita pela Província ao Capitão Polycarpo Pereira de Carvalho e Silva (...)
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Autor: William Werlang
Locução: Janice Hermes
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    De fato resulta das averiguações e exames a que procedi, haver o agrimensor João Carlos Mayewald comissionado para este fim pelo Capitão Carvalho, com a intenção de incorporá-la as terras por este adquiridas, medidas desde o mês de agosto passando em primeiro lugar a várzea coberta de matas virgens que se estende a oeste do Morro Agudo junto a margem esquerda do rio Jacuí incluindo realmente dentro do perímetro por ele cordeado a máxima parte do terreno baldio ai existente e que ora é reclamado como fazendo parte de uma propriedade sua pelo suplicante José Gomes Leal (...) 22 de dezembro de 1886. Barão de Kahlden. Encarregado dos Serviços da mesma colônia.” (AHRS, CO. Maço 66, Lata 296).

    José Gomes Leal, que declarou possuir terras cultivadas de que ignorava a extensão, às margens do Jacuí e do arroio Soturno, abdicou de parte das mesmas em favor de Polycarpo, pois admitia haver penetrado involuntariamente na propriedade deste.

    Em 1886, o sócio Polycarpo de Carvalho e Silva dirigiu ao diretor geral da Fazenda Provincial ofício, no qual manifestou desejo de adquirir terras para loteamento:  “... tendo os capitais necessários para empreender uma colonização particular com o fim de auxiliar os intentos do Governo Imperial em propor fácil e pronta colocação de imigrantes que começam a vir em grande escala para a Província, vem mui respeitosamente requerer a V. Excia. a compra de uma légua de terras das que possuí a Província no município de Cachoeira, junto à ex-Colônia de Santo Ângelo, pagando o preço de 1/8 de real por metro quadrado, importando o preço da légua em 5:445$000 réis, tudo, fazendo as necessárias estradas e o que for julgado compatível com essa concessão, pelo que E. R. Mce. Porto Alegre, 6 de maio de 1886. Ass.: Polycarpo Pereira de Carvalho e Silva.” (AHRS, Requerimentos da Fazenda, 1886).

    A discussão prossegue ainda por algum tempo, finalizando Polycarpo por aceitar a compra de uma légua de terras situadas na área da antiga Colônia Santo Ângelo, sendo descontínuas. Finalmente no dia 18 de agosto de 1886, o governo provincial vendeu terras ao Capitão Polycarpo Pereira de Carvalho e Silva, o qual as transferiu à Sociedade João Gerdau & Cia, da qual eram sócios Manoel Py, João Gerdau e Antônio Peixoto de Oliveira..
  
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