Die Kolonie Santo Ângelo Zeitung
Copyright © 2000-2016 by Editora Werlang   •   All Rights reserved   •   www.werlang.de - www.coloniasantoangelo.com.br
Autor: William Werlang
Locução: Janice Hermes
O Jornal da Colônia Santo Ângelo
0080
< >
Archive.org    Blog   Twitter   CEW    Colônia Santo Ângelo    Linhagens    Links    Fale Conosco
Áudio 0080
João Gerdau e a Fundição da Colônia Santo Ângelo (A antiga Fundição estava localizada onde hoje existe a madeireira Pötter em Agudo-RS).

    - Falando num alemão perfeito, Alwine se dirige ao marido para ir logo até ao local da Fundição. Embarcam na carroça e seguem por uma picada sinuosa e muito estreita. Primeiro passam pelo lote colonial número 16, que era propriedade da Comunidade Protestante, onde estava situada a Igreja, a Casa Pastoral e nos fundos o Cemitério Evangélico da Colônia Santo Ângelo-Agudo.

    - O interessante, diz Gerdau a sua esposa - é que existe um hábito aqui nas colônias alemãs do Rio Grande do Sul, dos imigrantes alemães optarem em serem enterradas em algum lugar do seu próprio lote colonial. Existem espalhados por toda Colônia Santo Ângelo, diversos cemitérios familiares, entretanto, muitas famílias preferem o Friedhof de nossa Comunidade - o que acho ser a atitude mais sensata. 
    - Vamos primeiro até o local da minha Fundição, que está localizado numa porção do terreno do lote número 18 e que foi cedido pelo meu amigo Augusto Pötter.

    - Veja lá no alto Alwine, a grande chaminé que levantamos. Trata-se de uma construção de tijolos com mais de 20 metros de altura necessária para obtenção das altas temperaturas para a fundição.

    - O ferro para a fundição obtivemos principalmente da sucata que existe espalhada na Colônia Santo Ângelo, trazidas por agricultores que desejavam obter algum dinheiro. Existem carroceiros que recolhem ferro, desde a Colônia Santa Cruz e Cachoeira e nos trazem até o pátio de nossa Fundição. Depositamos os mesmos no chão, fazendo montes como estes que você pode ver espalhados por todo o pátio.

    - No local também estamos construído um poço com mais de 30 metros de profundidade, para obter a água indispensável para o processo de fundição do ferro. Uma primitiva bomba manual que retira a água e nos períodos de seca fica garantido o fornecimento, tendo em vista a inexistência de uma corrente de água nas proximidades.

    - A partir de agora, passaremos a fabricar peças de ferro para carroças, pás, enxadas, arados e parafusos muito rústicos. Estou à procura de pessoas que trabalharam como fundidores na Europa, mas muitos estão trabalhando em ferrarias, ou simplesmente como agricultores. E Gerdau completa dizendo - Vamos ter que dar formação a aprendizes, para que aprendam a trabalhar com o ferro aqui na Colônia Santo Ângelo.  
In Hoc Signo Vinces!
contador de visitas