Die Kolonie Santo Ângelo Zeitung
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Autor: William Werlang
Locução: Janice Hermes
O Jornal da Colônia Santo Ângelo
0073
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Áudio 0073
       A História dos Reis da Casa de Hanôver (II)

   
- Sofremos muito quando o Reino da Prússia expulsou para a Inglaterra, os nobres da casa real de Hanôver - completa Augusto Witt - e também interferiram nos negócios de nosso Senado em Hamburgo. Mas me fala João Gerdau com detalhes sobre a história da realeza de Hanôver.

    Em primeiro lugar quero te dizer que minha esposa Alwine Sophie (Sofia) Gerdau é natural de Neuenfelde, Reino do Hanôver e a família dela, bem como a minha nunca aceitamos a jurisdição prussiana sobre a realeza Hanoveriana. O nome Sophie foi dado pelos pais em memória da Rainha Sofia de Hanôver casada com von Calenberg e iniciada em 1714.

    A cultura, a educação, a elegância discreta, o modo de falar, a ironia, a forma de negociar são modos diferentes de viver. A cultura prussiana é pesada, militarista, centralizada demais e o tradicional espírito de liberdade gerencial e nos negócios não se adapta nem mesmo em Hamburgo.
    Com os reis da casa de Hanôver, que se sucederam no trono a partir de 1714, a Inglaterra se tornou a primeira potência econômica e militar do mundo. A casa real britânica de Hanôver, de origem germânica, que reinou conjuntamente sobre a Grã-Bretanha e o estado alemão de Hanôver, originou-se com Ernst August von Calenberg, duque de Braunschweig-Lüneburg, que por seu casamento com Sofia de Hanôver, neta de Jaime I Stuart, adquiriu direito ao trono da Grã-Bretanha.

    Depois da revolução inglesa de 1688-1689, o Settlement Act (Lei de Definição), de 1701, vedou aos católicos o direito ao trono da Grã-Bretanha, restrito aos protestantes. Assim, Anna Stuart tornou-se herdeira presuntiva. Se ela morre sem deixar descendentes, a coroa caberia a Sofia e seus descendentes, sem respeitar os direitos de vários católicos na linha de sucessão. Sofia morreu dois meses antes de Ana e a coroa coube a Jorge Luís, filho de Sofia, que se tornou rei da Grã-Bretanha (1714-1727) com o nome de Jorge I.

    Tanto Jorge I quanto Jorge II (1727-1760) foram considerados estrangeiros pelos britânicos, sobretudo por residirem em Hanôver, problema que se agravou entre os escoceses, que queriam no trono a dinastia Stuart, oriunda da Escócia. Em 1715 e 1745, os pretendentes da casa dos Stuart (Jaime Eduardo, dito o Velho Pretendente, e Carlos Eduardo, o Jovem Pretendente) tentaram em vão recuperar a coroa britânica. Jorge III (1760-1820), nascido na Inglaterra, conseguiu finalmente ser aceito pelo povo. A ele sucedeu Guilherme IV (1830-1837).

    O eleitorado de Hanôver (que o Congresso de Viena transformou em Reino em 1814) permaneceu unido à coroa britânica até 1837, quando morreu Guilherme IV, que não tinha sucessor masculino. Sucedeu-o no trono a sobrinha, Vitória que reina até hoje - diz João Gerdau.
In Hoc Signo Vinces!
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