Die Kolonie Santo Ângelo Zeitung
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Autor: William Werlang
Locução: Janice Hermes
O Jornal da Colônia Santo Ângelo
0072
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Áudio 0072
          
           A História dos Reis da Casa de Hanôver

   
Um certo dia João Gerdau resolveu deixar Alwine com as hóspedes do hotel e foi passear e “esticar as pernas” no cais de Rio Grande para observar o desembarque de passageiros e mercadorias vindos da Europa.

    Para sua surpresa encontrou o Brummer, ex-legionário Augusto Witt, um comerciante que havia instalado uma pequena venda para os imigrantes na década de 1860 na Picada Morro Pelado-Agudo.

    O mais incrível é que Augusto Witt também era natural de Altona, e gostava muito de contar as suas peripécias e falar da política da Cidade Hanseática de Hamburgo e do vizinho Reino do Hanôver.
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    - Naturalidade?

    - Sou natural de Altona, cidade muito próxima de Hamburgo - responde Witt ao guarda da alfândega.

    - Altona? - interrompe João Gerdau. Como vai o amigo. Já havia ouvido falar no Senhor, mas nunca pude encontrá-lo. O Senhor saiu a muito tempo de Santo Ângelo, não é mesmo?

    - Correto, estive muitos anos lá, mas acabei seguindo para Porto Alegre onde transaciono mercadorias das colônias para o norte do Brasil e ultimamente minha especialidade é o fumo em corda para charutos na Alemanha. O fumo de Agudo já esteve em uma exposição em Paris.

    Passada esta conversa inicial, decidem prosseguir em um lugar sossegado. Para isso se dirigem para a praça central e depois de algum tempo seguem para um barzinho que servia cerveja preta e gasosa.

    - Mas afinal João Gerdau, qual o verdadeiro motivo de sua vinda para o Brasil?

   - Meu pai possuía uma fundição que fornecia todo tipo de serviços e ferros para o Reino do Hanôver. Além da fundição montávamos até mesmo navios em nosso estaleiro. Com a intervenção da Prússia em 1866, a produção foi suspensa, pois não existia mais um mercado consumidor. A firma do meu pai, que nós pretendíamos dar prosseguimento foi obrigada a fechar e nós viemos para a América, recomeçar tudo de novo. Assim, em 1869 decidi vir para o Brasil, um país incrivelmente grande e totalmente desconhecido para nós alemães.
In Hoc Signo Vinces!
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