Die Kolonie Santo Ângelo Zeitung
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Autor: William Werlang
Locução: Janice Hermes
O Jornal da Colônia Santo Ângelo
0071
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Áudio 0071
          
             A estadia no porto de Rio Grande (II)

   
Comentava-se muito que havia uma rica classe de novos comerciantes que estavam enriquecendo com as novas frentes de comércio de importação para o interior e capital do Rio Grande do Sul. Estes em sua grande maioria eram alemães e filhos nascidos no Brasil. Junto aparecem com os milionários gaúchos, pecuaristas, estancieiros donos de milhares de hectares de terras que possuíam mansões em Rio Grande.

    Chegando até a porta de entrada do estabelecimento, os novos hóspedes foram recepcionados educadamente pelo proprietário que falava fluentemente o alemão. A camareira que os conduziu até a suíte era uma jovem senhora de origem germânica e que trabalhava também como cozinheira. Assim, foi possível travar um alegre diálogo com os novos hóspedes, embora a orientação era de não se envolver de nenhuma forma com os clientes.
     Empregados subiam e desciam escadas acomodando as inúmeras malas que Alwine havia embarcado em Hamburgo. - um exagero, reclamava João Gerdau. Não há necessidade de transportar tanta bagagem, pois nós poderíamos comprar tudo no comércio de Porto Alegre e até mesmo de Cachoeira do Sul, que dispõe de lojas especializadas em mercadorias femininas, desde roupas, perfumes, tecidos, sapatos importados especialmente da França. Muitas vezes tenho observado que alguns desses produtos de primeira qualidade podemos encontrar aqui e em Hamburgo não existem por causa das barreiras portuárias e alfandegárias existentes em Hamburgo.

    Alwine trouxe de tudo: material de higiene e limpeza do corpo, travesseiros, roupa de cama, perfumes, sapatos, meias, talheres e pratos e até mesmo uma grande panela, que na minha opinião deveria ter jogado no mar, ou na melhor das hipóteses dar para uma pobre família que não tem nada. Para João Gerdau o maior problema na viagem seria transportar toda esta bagagem.

    João Gerdau procurou entrar em acordo com o proprietário para que ele guardasse parte da bagagem de Alwine em seu dispensário. Para isso teria que desembolsar o valor de alguns meses de hospedagem e armazenamento ao dono do Hotel. Foi travada então uma intensiva negociação para se estabelecer um preço justo, pois aquilo não era comum no estabelecimento.

    Mas Sr. Gerdau teremos que desocupar um quarto para tanta bagagem. Não será possível deixarmos no galpão lá fora por causa do mofo e da umidade que vem do mar. Nós procedemos numa situação como esta. É uma novidade para nós, pois precisaremos cuidar muito bem, pois certamente existem objetos de valor para a Sra. Alwine. Esta escolha de Gerdau foi equivocada, tendo em vista a distância de Santo Ângelo até o Porto de Rio Grande.
In Hoc Signo Vinces!
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