Die Kolonie Santo Ângelo Zeitung
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Autor: William Werlang
Locução: Janice Hermes
O Jornal da Colônia Santo Ângelo
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             A estadia no porto de Rio Grande

    Para surpresa de João Gerdau ao sair da sala e atravessar a imensa porta principal da alfândega de Rio Grande dá de cara como o Barão von Kahlden, eficiente diretor da Colônia Santo Ângelo. Ele estava de viagem para o Rio de Janeiro, onde se encontraria com altas autoridades do Império Brasileiro. Havia saído a alguns meses da Colônia Santo Ângelo, passado por Cachoeira (do Sul), Porto Alegre e pela nova colônia de imigrantes pomeranos de Pelotas, chamada de São Lourenço.

    Nesta conversa João Gerdau despertou para o lucrativo comércio de terras, que estava em andamento em todos os recantos do Rio Grande do Sul. Kahlden recebia dinheiro do Governo por cada lote medido e entregue ao colono vindo da Europa. Era um negócio certo, garantido e altamente lucrativo.
    - Bem caro amigo Gerdau, eu preciso embarcar no vapor costeiro para o Rio de Janeiro. Estou levando uma solicitação das colônias para que o Senado Federal reconheça os casamentos dos não-católicos. Este projeto evidentemente não é meu, é do eminente Senador Gaspar Silveira Martins, o maior defensor dos imigrantes alemães no Brasil.

    Antes de ir - recomendo ao jovem casal que dêem uma passada na Colônia São Lourenço e aproveitem as belíssimas paisagens e praias de água doce. Lá existe um dos melhores hotéis de toda região. No verão fico em São Lourenço, por causa do ar mais fresco e no inverno em Cachoeira do Sul. Praticamente todos os anos realizamos este roteiro. Caso quiserem ir meus escravos estão a sua disposição, pois os quatro irão para lá hoje mesmo. Vou levar apenas um ajudante para não avultar as minhas despesas de viagem.

    Prolongando além do necessário a conversa, o Barão von Kahlden finalmente se despede e vai até o local de embarque rumo ao seu destino. Alwine Gerdau se despede amavelmente do diretor von Kahlden.

    Na agitação do porto de Rio Grande, o jovem casal percorreu ruas estreitas em direção ao Grande Hotel, acompanhados de dois escravos do Barão von Kahlden. Estes carregaram numa charrete as bagagens da família Gerdau até o Grande Hotel, localizado nas ruas que contornam a praça central da cidade portuária. Todos os passageiros de primeira classe que chegavam ao porto se dirigiam imediatamente até o hotel. Os passageiros das outras classes em sua maioria eram acolhidos nos alojamentos coletivos da imigração que haviam sido construídos especialmente para abrigar aqueles que não dispunham de recursos para pagar a hospedagem.

    Na verdade os estrangeiros procuravam um lugar para ficarem apartados das classes sociais mais pobres. Com isso, encontravam neste local, um espaço livre da pobreza, enfim do ambiente degradante das ruas e da maioria da sociedade da época, excluída de qualquer tipo de privilégio, ou assistência social.
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