Die Kolonie Santo Ângelo Zeitung
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Autor: William Werlang
Locução: Janice Hermes
O Jornal da Colônia Santo Ângelo
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Áudio 0067
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                  A Saga da Família Gerdau X


   
Para João Gerdau o que interessava eram as possibilidades de negócios com estes novos cidadãos. Havia entre eles alguns judeus-alemães - os conhecidos deutschen-juden -, a maioria convertida ao protestantismo nos séculos XV e XVI..

    De acordo com velhas lendas e raríssimos documentos escritos, estas pessoas foram as mais perseguidas na Europa e por fim acabavam optando por emigrar para o Novo Mundo.

    As levas de emigrantes judeus sempre optavam por áreas livres, onde podiam começar a sua vida sem nenhum tipo de preconceito, perseguição religiosa ou de vigilância do Estado. Assim, alguns milhares deles aportaram no sul do Brasil, sem a identidade judaica e sempre parecendo serem cidadãos tipicamente germânicos. Eles tinham preferência pelo Porto de Nova York nos Estados Unidos da América. 
   
    - Existem uns poucos destes trabalhado em diversas profissões nas colônias - afirmava Gerdau. - Sofrem unicamente a vigilância de von Kahlden, para que estes não fujam das suas mãos e assumam o controle político e econômico de sua administração.

    Entretanto - ao que parece - ele optou em deixá-los em paz, pois também foi muito perseguido. No Reino da Prússia e aqui no Brasil as coisas funcionam de maneira completamente diferente. Kahlden sendo um Político Liberal, não iria de forma alguma perseguir esta gente.

    Quando os primeiros evangélicos decidiram em 1867 construir o primeiro templo da Colônia Santo Ângelo, não havia nenhum tipo de controle ou administração externa da Igreja Luterana vinda da Alemanha ou do Brasil.

    Alguns raros mestres-carpinteiros e ferreiros de Santo Ângelo eram judeus-alemães e trabalharam na construção do primeiro templo evangélico, e com o seu toque pessoal, colocaram um pouco da simbologia que lembrava o judaísmo do Antigo Testamento. Os mestres-lapidários, conheciam muito bem estes sinais e os empregaram algumas vezes nas lápides destas famílias.

    O antigo prédio da Igreja Evangélica da Colônia Santo Ângelo-Agudo, era uma construção essencialmente cristã e luterana. A Comunidade ficou isolada por muito tempo, entretanto a situação mudou com a vinda dos Pastores formados da Alemanha.
In Hoc Signo Vinces!
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