Die Kolonie Santo Ângelo Zeitung
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Autor: William Werlang
Locução: Janice Hermes
O Jornal da Colônia Santo Ângelo
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Áudio 0066
                 A Saga da Família Gerdau IX

A quarentena na Ilha das Flores e a viagem ao porto de Rio Grande

    No mesmo mês do casamento, em setembro de 1874, Alwine e João Gerdau partiram de Hamburgo num Vapor rumo ao Rio de Janeiro no Brasil. Depois de passar pela quarentena obrigatória na Ilha das Flores, seguiram para o porto de Rio Grande, no sul do Brasil.

    Depois de passar pela quarentena obrigatória na Ilha das Flores, seguiram rumo ao porto de Rio Grande. No navio que os trazia para o sul do Brasil, travaram uma série de diálogos sobre o futuro que estava por vir:

    - Que sacrifício, que suplício esta espera, repetia Alwine. Quanto tempo desperdiçado inutilmente neste pedaço de terra esquecido por todos. Decididos a seguir o seu destino, não desistiriam tão facilmente dos seus propósitos. João Gerdau, astuto e muito perspicaz, percebe que a melhor maneira de lidar com Alwine é deixar que ela fale, reclame e diga tudo o que pensa.         
   
    Depois da tempestade de forma branda e convincente João impunha a sua idéia. Desta maneira, Alwine foi convencida a esperar e aguardar pelo melhor que a esperava no Rio Grande do Sul, onde uma casa de alvenaria, novinha em folha havia sido construída para o jovem casal.

    João Gerdau e os seus empregados construíram uma casa no típico estilo colonial de Hamburgo, com tijolos a vista, enxaimel pintado de preto e janelas com vidraças. O mais difícil teria sido encontrar os vidros e as cortinas exigidas por Alwine.

    Da mesma forma que João procurava animar Alwine, também alertava para o fato de que a maioria da população da Colônia Santo Ângelo era formada por antigos servos das terras na Pomerânia.

    - Lá na Prússia os trabalhadores foram severamente maltratados e praticamente não recebiam salário. Este é o motivo de tanta gente vir para a América.

    O povo cansou de trabalhar como escravo para os donos das terras. Aqui no Brasil, basta fazer um pedido a um diretor de colônia para receber um lote de terra e ter mais de trinta anos de prazo para pagá-la.

    Na terra são donos de seu próprio nariz e enriquecem muito facilmente por causa da vontade de trabalhar. Muitos estão pagando as passagens dos parentes para vir para o Rio Grande do Sul.
In Hoc Signo Vinces!
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