Die Kolonie Santo Ângelo Zeitung
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Autor: William Werlang
Locução: Janice Hermes
O Jornal da Colônia Santo Ângelo
0063
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Àudio 0063
                      A Saga da Família Gerdau VI
           
    Alwine estava aflita com a travessia do Oceano Atlântico, e ficou mais ainda ao se deparar com os passageiros, muitos deles mal cheirosos, estúpidos e arrogantes; alguns bêbados, e umas poucas prostitutas. A melhor classe era formada por nobres famílias de agricultores. Foi a pior experiência possível, ver e sentir os conflitos neste ambiente perverso. Alwine estava ali sendo levada pelo seu destino, no meio daquele tumulto terrível.

    Vários passageiros se queixavam ao Comandante por causa do privilégio do jovem casal Gerdau, que apesar de pagara a mesma passagem, não precisou se acomodar na entreponte. O privilégio advinha de o pai de Alwine e tio de João, ter tido um encontro com o Capitão da embarcação. Alwine louvava a Deus por esse benefício, pois não precisava se misturar junto aos demais passageiros.
    Passadas algumas semanas, o navio aportara nas ilhas Madeira de Portugal. O Capitão desceu para terra, para comprar frutas frescas, verduras, uvas, vinho, azeite e muito mais para a longa travessia. Dezenas de tonéis de água da fonte foram embarcados. Mas para Alwine, algo parecia estar errado.Ela se deu conta de que tinha feito uma opção em sua vida e que nunca mais poderia mudar.

    A ida para o Brasil seria um erro -, dizia a si mesmo, emoções que brotavam em seu coração sensível. Sua nova vida estava embalada pelas novas sensações que experimentava a cada dia.

    - Abandonar minha mãe, meu querido e velho pai, a fazenda... Como pude deixa-los. Malditas aventuras do primo e agora marido João Gerdau. Ele não para nunca. Fala de tudo: diamantes, esmeraldas, turmalinas, tesouros perdidos, ouro, prata, tesouros estes desconhecidos pelos índios e pela população local.

    Outro assunto que João falava com freqüência era na navegação do rio Jacuí e no Guaíba e por isso decidiu construir um porto particular e iria desta forma, controlar todo o transporte para Cachoeira do Sul e Porto Alegre. Para isso adquiriu a peso de ouro um terreno colonial no chamado Porto Agudo. Alwine, ponderada como sempre, sensível e realista considerava um exagero tantos planos. Mas no íntimo sabia que no final o marido venceria. Mas era necessário segura-lo e traze-lo para a realidade das dificuldades da vida.

    - Seremos servos fiéis de Deus - insistia Alwine com freqüência, e toda nossa descendência futura seguirá este mandamento divino.
In Hoc Signo Vinces!
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