Die Kolonie Santo Ângelo Zeitung
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Autor: William Werlang
Locução: Janice Hermes
O Jornal da Colônia Santo Ângelo
0062
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Áudio 0062
                       A Saga da Família Gerdau V

                                 A partida para o Brasil


    Alwine reclamou para sua mãe que João Gerdau havia errado a grafia de seu nome e escrevera simplesmente Alvine sem o “w”.

    - Alwine Gerdau, assim é que se escreve o meu nome correto - repetia para a mãe. Alwine ama aqueles que a admiram e que levavam para ela coisas boas. Era apenas desta forma possível se aproximar dela. Assim ela viveu durante a vida inteira. Na aldeia de Neuenfelde havia muitos amigos. Meninas, meninos, adolescentes e jovens senhoras. 

    Entretanto, Alwine procurava se relacionar especialmente com respeitáveis damas da aldeia, sempre mais velhas do que ela. Da mesma forma ouvia atentamente as chamadas “Mutter” ou no alemão correto “Grossmutter”.
    Estas pessoas lhe davam a paz interior que tanto buscava. Estas pessoas falavam de forma mais calma e compreensiva e podia desta forma obter a sabedoria de vida que almejava.

    Pois foi justamente neste ponto, nesta forma de agir, que ocorreu a maior de suas vitórias e que a acompanharia para o resto de sua vida. A calma, a reflexão e especialmente a sabedoria de vida, que guiaria para enfrentar os problemas na colônia e nas cidades brasileiras onde viveu.

    João Gerdau simplesmente não conseguiria solucionar sabiamente os seus problemas e dificuldade sem o apoio de Alwine, sua futura esposa. João não teria existido, pois foi dela a decisão de seguir embora da antiga Colônia Santo Ângelo para Cachoeira do Sul, exatamente no dia 27 de maio de 1884.

    Na colônia a agressividade da maioria dos imigrantes, coisa natural em virtude do meio hostil, afastou de Alwine à vontade de criar seus futuros filhos num ambiente primitivo. João por sua vez, não se importava, pois era um homem viril e decidido. Não se queixava nunca, não se importava com o ambiente ou com eventuais conflitos.

    Quando decidiram seguir para o Brasil, após o casamento, dirigiram ao cais do porto em Hamburgo. Obtiveram permissão do Comandante para se alojar junto ao convés, numa sala separada especialmente para o casal de noivos.
In Hoc Signo Vinces!
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