Die Kolonie Santo Ângelo Zeitung
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Autor: William Werlang
Locução: Janice Hermes
O Jornal da Colônia Santo Ângelo
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Áudio 0056
         A viagem de Frederico Treptow para a Alemanha

    A viagem de retorno para a Alemanha foi concretização de um sonho, mas tinha decidido que somente retornaria para a Pomerânia, se tivesse enriquecido na América.

    Entretanto, novas surpresas lhe aguardavam ao desembarcar em Hamburgo. As autoridades portuárias examinaram o seu passaporte, e constaram que havia nascido numa pobre aldeia da Pomerânia. Treptow informara aos mesmos, que vivia no Brasil, e que era proprietário de terras e comerciante. Os fiscais portuários hamburgueses se admiraram muito de suas roupas finas, suas bagagens, ternos, sapatos, um grande relógio de ouro.

    Decidiram examinar os documentos de imigração da década de 1850 existentes no Staatsarchiv Hamburg e constataram que era filho de um Knecht, um criado, servo ou peão. Não possuía linhagem nobre e nem tradição comercial na Pomerânia.
     Na Prússia, esta coisa de ascensão social e financeira não existia. As classes sociais eram rigidamente separadas, sendo quase impossível aos trabalhadores braçais ascenderem. A nobreza prussiana era dona das terras e eram eles que detinham os principais postos no exército.

    As autoridades portuárias de Hamburgo decidiram detê-lo para investigações, sob a falsa acusação ter se passado por um homem de posses no Brasil. Durante uma semana permaneceu detido. Pensou que com a riqueza que tinha no Brasil, nunca mais seria constrangido por ser filho de peões da Pomerânia.

    Dizia consigo mesmo: Amado Brasil, terra sagrada e abençoada por Deus e que me recebeu sem perguntar minha origem ou quem eram os meus pais. Lá eu enriqueci. No Brasil, na Colônia Santo Ângelo sou feliz e vivo em liberdade. Amo o meu Brasil mais do que tudo.

    Acreditava que a situação social dos pomeranos na Alemanha havia mudado, com a fundação do Império em 1871, mas constatou na carne que a situação continuava a mesma. As autoridades portuárias contataram o Brasil pelo telégrafo marítimo, via cabo submarino, para questionar da veracidade dos fatos e dos seus documentos.

    A resposta chegou somente uma semana depois. Constrangidos as autoridades de Hamburgo o libertaram. Suas bagagens e pertences foram revistados. Eram os presentes para parentes e amigos que haviam ficado na Pomerânia. Permaneceu por pouco tempo na Alemanha e imediatamente retornou para o Brasil.
In Hoc Signo Vinces!
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