Die Kolonie Santo Ângelo Zeitung
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Autor: William Werlang
Locução: Janice Hermes
O Jornal da Colônia Santo Ângelo
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Os primeiros anos de von Kahlden na Colônia Santo Ângelo.

   
Através do livro "O Rio Grande do Sul de 1850", editado em língua alemã e escrito por Joseph Hörmeyer, alguns imigrantes letrados puderam tomar conhecimento do "Panorama Geográfico da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul", de um "Guia para Emigrantes" e da colonização, clima, produtos naturais.

    O Barão von Kahlden alcançou um exemplar para que todos pudessem ficar esclarecidos da geografia, solo, clima e poder se preparar para o futuro cultivo do solo.

    O Barão havia sido recomendado pelo Presidente da Província Ângelo Muniz Ferraz, que não se localizasse muito longe do acampamento dos imigrantes. Para isso havia sido designado para ele um local junto dos galpões onde ele poderia fixar residência.
    Entretanto, declinou da oferta e procurou instalar-se longe daquele povo que em sua terra natal não passava de reles trabalhadores braçais. Não iria de forma alguma se misturar com aquela "gentalha", em seu entender.

    Por isso, preferiu construir sua cabana de pau-a-pique na margem esquerda do rio situado bem no alto de uma elevação de aproximadamente 100 metros de altitude. Dali do alto tinha ampla visão do rio e de toda a planície onde seriam instalados os imigrantes alemães.

    Sua jovem e bela esposa esforçava-se por colocar ordem naquela primitiva cabana "brasileira". Coisa difícil, pois não dispunham de recursos para comprar as comodidades dos grandes centros. O Barão sempre prometia uma vida melhor para a jovem baronesa.

    Quando mais tarde foram instalados na bela casa na cidade de Cachoeira do Sul não podiam lembrar daquela vida miserável e pobre que levavam na mata.

    Uma bela casa atapetada com o fino requinte persa: lustres de prata ornamentado com filamentos de ouro, pratarias, roupeiros de luxo, portentosas cadeiras e todo instrumental de cozinha importado, como as afamadas porcelanas Meißen da Saxônia. Relógios suíços folheados a ouro e vidros de cristal. Um luxo que fora adquirido ao longo de anos de trabalho na floresta e de anos de dedicação ao trabalho de demarcação e venda de terras, tinham-lhe dado uma grande fortuna. Era já o ano de 1880 e o Império iniciara o seu declínio. O Barão dispunha então de contatos políticos e comerciais na cidade de Cachoeira, embora ainda permanecesse Diretor da Colônia Santo Ângelo.
In Hoc Signo Vinces!
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