Die Kolonie Santo Ângelo Zeitung
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Autor: William Werlang
Locução: Janice Hermes
O Jornal da Colônia Santo Ângelo
Membros da Família Fiss da Colônia Santo Ângelo
A Comunidade Protestante (II)
O templo na década de 1870 era apenas uma cabana, medindo perto de 100 metros quadrados com cobertura de telhas e de tábuas em volta, pregados e vedados para que o vento não soprasse por entre as frestas.
Haviam disposto rústicos bancos de madeira que servem à população para todo tipo de serviços. Avisos do Governo brasileiro e alemão, cultos, batizados, casamentos, aulas.
Periódicamente, no dia em que ocorriam os cultos, eram lidos os jornais que conseguíam, seja da Alemanha, seja do Brasil e escrito em alemão e lido em público. Aqueles que dispunham de recursos, compravam a preços excessivamente caros os seus próprios exemplares de jornais.
Ao alto podia-se descortinar um alpendre, onde se dispunha de um púlpito, local onde eram realizados os cultos e os batizados.
Havia ainda uma mesa na entrada da Igreja muito rústica, onde havia hinários, livros de meditações e outros que de tanto serem usados já estavam totalmente desbotados pelo tempo e pelo uso. Ao terminar o culto todos colocavam em seu devido lugar as mesmas.
Pelos fundos da igreja podia-se divisar o antigo cemitério da colônia. Ali haviam sido sepultados alguns dos pioneiros e onde eram enterrados os restos mortais dos membros da Comunidade Evangélica. Uma boa parcela de imigrantes decidiu serem enterrados no próprio lote colonial.
É o caso por exemplo, da família do imigrantes Luiz Berger, que recebeu o lote número 12, na Picada Morro Pelado, onde hoje está localizado a Prefeitura Municipal de Agudo.
A família Berger possuía um jazigo familiar, onde foram enterradas sua mulher e mais duas filhas (atual rua Floriano Zurowsky, em Agudo).