Die Kolonie Santo Ângelo Zeitung
Copyright © 2004-2008 by Editora Werlang All Rights reserved www.werlang.de - www.coloniasantoangelo.com.br
Autor: William Werlang
Locução: Janice Hermes
O Jornal da Colônia Santo Ângelo
Membros da Família Fiss da Colônia Santo Ângelo
Carolina Pötter
Carolina Pötter desesperada, não aceitava a situação. Além do pavor do desconhecido a nobre Senhora não suportou tamanha dor e faleceu, como alguém que implorava para sair de um verdadeiro inferno.
Fora sepultada ali mesmo, junto aos galpões, como um monumento ao despreparo do governo que organizou de forma apressada a Colônia Santo Ângelo. Talvez se já tivessem recebido o lote colonial, as condições de vida tivessem melhorado.
O sogro Francisco Pötter não aceitava aquela mulher frágil, junto com o seu filho, pois segundo ele, Carolina atrapalhava-o com as suas manias descabidas. No enterro na mata, Francisco afirmava que seu filho deveria arrumar outra mulher mais forte do que esta.
Assim era a vida dos pioneiros. Não havia espaço e nem poderiam sobreviver pessoas sensíveis demais. O enterro foi realizado nos fundos dos galpões, inaugurando na Colônia Santo Ângelo, a saga de uma geração de pioneiros germânicos em terras gaúchas.
As pobres crianças ficaram desesperadas com o acontecimento ali na mata fechada, aquele enterro ficaria gravado para o final da existência de cada uma delas.
Durante a noite as filhas mais novas de Augusto e Francisco visualizavam as cenas de despedida da mãe e desfigurada pelo sofrimento e dor.
Nas noites de luar as crianças afirmavam terem visto a mamãe Carolina montada em um cavalo branco, que os chamava do além e dizia para que as meninas que estava retornando para levá-las de volta para a Pomerânia.
As crianças corriam ao encontro da mãe, mas tudo não passava de uma imagem de suas consciências perturbadas pela dor. A mãe estaria montada em um lindo cavalo com as mãos estendidas em roupas brancas.