Die Kolonie Santo Ângelo Zeitung
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Autor: William Werlang
Locução: Janice Hermes
O Jornal da Colônia Santo Ângelo
Membros da Família Fiss da Colônia Santo Ângelo
A entrada nos lotes colonias na Linha Morro Pelado (IV)
Havia ainda o problema dos brasileiros que não queriam e não aceitavam a presença dos "invasores de terras". Por várias vezes os portugueses e brasileiros se desentenderam. Treptow, jovem e indefeso, sozinho enfrentou tudo isso com uma fé em Deus inquebrantável.
José Gomes Leal e Manoel da Rosa Garcias protestavam por causa da entrada dos imigrantes. Apenas em 1859, com a interferência do encarregado dos negócios da Colônia, Francisco Loreto de Carvalho e Silva, e com a compra das terras de Manoel da Rosa Garcias, é que a situação se acalmou no centro da Colônia Santo Ângelo.
Sem isso, teria sido impossível a convivência pacífica entre os dois grupos. Kahlden designou para os brasileiros posseiros áreas específicas, como por exemplo, a Linha Brasileira. Estes posseiros passaram a ter o título de propriedade legalizado.
Quanto à alimentação obtinham primeiramente da batata, como na Alemanha. No segundo ano, já descobriram o milho, a mandioca, o feijão e outras culturas.
A primeira plantação na Picada Morro Pelado foi comunitária e na propriedade da Comunidade Evangélica. A palhoça de proteção foi construída junto ao arroio. Ali se reuniam para rezar e para se protegerem dos ataques das onças.
- E quando saíamos para buscar subsídios tínhamos que voltar ao galpão e a venda do "Chico Loreto de Carvalho" e solicitar para que ele nos desse mais prazo ou crédito para nossas despesas com a comida e com o sustento de nossos filhos.
Barão von Kahlden