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Áudio 0020
Autor: William Werlang
Locução: Janice Hermes
   A entrada nos lotes colonias na Linha Morro Pelado

    Assim narrou um imigrante pioneiro, sobre os primeiros assentamentos da Colônia Santo Ângelo:

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Saímos do galpão dos imigrantes sob intensa neblina pela manhã bem cedo . Era um dia muito pesado e queríamos receber logo nossos lotes coloniais. O Barão von Kahlden veio de sua residência de pau-a-pique situado no Cerro Chato na margem e nos ordenou que nos apresássemos o mais possível, pois tinha muito que fazer.

    Marcavam 5 horas da manhã no velho "cebolão" do Barão von Kahlden, único relógio da nova colônia, quando partimos. Íamos todos com nossas tralhas a cruzar banhados, pântanos e terríveis lugares apinhados de "tranqueira". Arroios profundos difíceis de passar.
    No caminho encontramos uma onça e quando nos demos por conta, ela atacou uma filha de um colono e a havia ferido seriamente. Isto atrasou o grupo, pois os pais retornaram para o Cerro Chato.   

    Ao nos aproximarmos do Morro Agudo, podíamos ver claramente a dificuldade que seria começar a lavrar a terra. Era o dia 21 de janeiro de 1858 e nosso grupo estava composto pelas famílias de Wilhelm Wilke, Hermann Raatz, Friedrich Röpke que faleceu logo depois, João Graffunder que recebeu dois lotes coloniais e Léo Fenner.

    Todos nós éramos da Pomerânia, Província da Prússia e tínhamos em comum nossa miséria. Lá na Pomerânia, praticamente só comíamos batatas e quando sobrava algum trigo da colheita do patrão podíamos comer o pão como pagamento pelo serviço. Nossas roupas eram muito simples e geralmente andávamos descalços e sem proteção nos pés.

    Chegamos aos lotes coloniais precedidos pelo Barão von Kahlden que nos designou os de números 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 10. O Barão nos tratava com rispidez e não sentia na carne, pois havia nascido em Ludwiglust, Schwerin, criado numa casa de família nobre e rica. Agora aquela gente devia era trabalhar duro e obter o alimento para o seu sustento.
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