Die Kolonie Santo Ângelo Zeitung
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Autor: William Werlang
Locução: Janice Hermes
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O Jornal da Colônia Santo Ângelo
    A Chegada em Paraíso

   - Finalmente, após dez semanas desembarcamos no Rio de Janeiro, onde tivemos um ligeiro alívio de nossa situação e pudemos sentir o vigor do clima tropical. Permanecemos duas semanas no porto do Rio de Janeiro. As mulheres aproximaram-se de algumas negras, que nunca antes haviam visto.

    As mulheres lavaram e secaram as roupas e pudemos obter outro navio para chegar ao porto de Rio Grande, situado no extremo sul do Brasil.

    Era junho e fazia muito frio, especialmente na orla marítima. Realizamos nossos registros e nos dirigimos até o depósito de imigrantes em Porto Alegre. Ali a Superintendência de Imigração nos informou que iríamos para a Colônia Santo Ângelo. Dali uma semana estávamos num vapor subindo o lindo rio Jacuí. Nossa situação de desespero já havia mudado e estávamos muitos bem.

    Em Cachoeira (do Sul), desembarcamos na vila e demos uma olhada pelas ruas, casas, campos. Dali seguimos até a Colônia Santo Ângelo em carretas de bois, pois o rio não dava "passo" até o porto da Colônia Santo Ângelo.
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Fotografia: http://www.zielicke.de/lubow.htm
Willy Weyer trabalhou como Diretor e Professor na Escola de Lubow
    Uma estreita e barrenta estrada tivemos que enfrentar em um dia e meio até chegar ao galpão do Paraíso. Chegamos finalmente no dia 9 de agosto de 1867 no galpão. Uma maravilha diziam alguns; outros não gostaram nenhum pouco. Carlos Mix, aquele bravo lavrador adorou a terra.

    No dia da chegada estavam-lhe esperando o Barão von Kahlden que havia fixado residência no planalto do Paraíso. Havia afirmado que estavam previsto serem instalados todos na “Linha Patrício", pois todos queriam permanecer juntos no local.

    Na década de 1930 seria chamada pelo historiador Willy Weyer: a Nova Lubow no Brasil ou Neuelubow in Brasilien.

    Antes da chegada deste grupo haviam ancorado no local o pioneiro Carlos Halberstadt, que foi instalado na linha Nery, lote número 1, em 10 de outubro de 1862 e Felipe Mohr, no lote número 2, também em 10 de outubro, bem como o seu irmão Carlos Mohr, no lote número 3 e, Sebastião Holschuh, no lote número 4. Estes são os pioneiros do planalto do Paraíso que fazia parte da Colônia Santo Ângelo.
In Hoc Signo Vinces!
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