Die Kolonie Santo Ângelo Zeitung
Copyright © 2004-2008 by Editora Werlang All Rights reserved www.werlang.de - www.coloniasantoangelo.com.br
Autor: William Werlang
Locução: Janice Hermes
O Jornal da Colônia Santo Ângelo
No navio Carlos Kratzke, teve que liderar todo o grupo, para que eles não se dispersassem. Alguns estavam querendo seguir para a América do Norte nos navios que seguiam para as colônias do Texas e Wisconsin nos Estados Unidos.
Lá receberíamos terras, mas teríamos que enfrentar os índios. No Brasil, a região para onde vamos não tem nada disso, pois a área já havia sido "limpa" pelos bandeirantes paulistas dois séculos antes. Além do mais o clima é parecido.
Conseguiu manter o grupo unido. O "Paquete" era uma imundície só. Um mau cheiro horrível provocada pelas fezes espalhadas pelo chão. Não havia criança que não tivesse disenteria. Adultos vomitavam e não se continham nos baldes onde eram jogadas as sujeiras.

O balanço do navio provocava náuseas e tonteiras. Na primeira semana, duas pessoas haviam morrido de desinteria e as crianças jogadas ao mar com o corpo descoberto para desespero de todos.
A família de Frederico Grützmacher perdeu três pessoas: a mulher e duas crianças. Frederico ficara desesperado e não se conformava. Outros também se assustaram com a situação, entretanto Kratzke teve que manter o grupo unido para não se dispersar.
Na terceira classe, cada um se acomodava como podia. Colocavam os cobertores no chão e ali procuravam dormir. Entretanto o balancear do barco jogava de um lado a outro aquela sujeira, infestando cobertores, roupas, tornando a viagem quase insuportável