Die Kolonie Santo Ângelo Zeitung
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Autor: William Werlang
Locução: Janice Hermes
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      Lubow, Pomerânia (V)

    Nesta época havia sido iniciada uma intensiva propaganda de emigração, através de um golpista chamado Krüger. Ele recebia para aliciar emigrantes para os agentes brasileiros de colonização. Krüger falsificava os passaportes, pois alguns não conseguiam o visto legal de viagem, pois deveriam servir no exército prussiano e ainda estavam na idade do serviço militar que durava aproximadamente sete anos.

    Outros estavam praticamente presos na terra e os Junkers não aceitavam perder a abundância de mão-de-obra, pois sabiam que se faltasse eles teriam que pagar salários maiores.

    Um grupo de agricultores e marceneiros decidiram em conjunto migrar para o Brasil. Todos decidiram que iriam sair juntos devido a difícil situação em que estavam vivendo.

O grupo era composto por Frederico Grützmacher, Luiz Ratke, Guilherme Pommerening, David Müller, Augusto Mix, Carlos Kratzke, Augusto Müller III, o marceneiro Frederico Guilherme Böck, Luiz Milbradt, Carlos Karsburg e João Karsburg. Todos estavam decididos a acabar com aquela situação de situação difícil.
Fotografia: http://www.zielicke.de/lubow.htm
    Todos estavam decididos a acabar com aquela situação de situação difícil. Estas famílias abriram caminho para que outras centenas de emigrantes saíssem de Lubow para a nova terra. Entre os anos de 1858 e 1888 aproximadamente 300 pessoas saíram de Lubow e se dirigiram para a Colônia Santo Ângelo.

    Os colonos passaram a vender seus poucos pertences para virem para o Brasil: vacas, arados, roupeiros, camas, outros objetos que não poderiam carregar no navio. Procuraram levar roupas, cobertores, material de cozinha, sementes, machados, picões e todo o material para o trabalho na floresta, além de armas e munição de caça.

    Mesmo sabendo que tudo isso não era muito legal, a igreja protestante acreditava que a migração era uma solução para aquela gente pobre. Com isso, antes das partidas de emigrantes realizavam-se cultos de despedida. Uma terrível situação para aqueles homens. Abandonar a Pomerânia; abandonar os parentes e aquela terra. Entretanto, queriam acima de tudo deixar para trás a fome dos filhos, o frio e a miséria. Ao mesmo tempo, aquela terra na América cheia de mistérios os assustava terrivelmente.
In Hoc Signo Vinces!
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